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Mamãe Noel, ABDL & como realizei o Meu fetiche com o Natal | Ep. 10

Mistress Kaizen

23 de dez. de 2025

O relato de como realizei uma das Minhas maiores fantasias e um mergulho no fetiche ABDL (bebes adultos/ amantes de fraldas), o significado da regressão, a busca por segurança e como negociar fetiches complexos com quem amas.

Tenho uma confissão para fazer: tenho um enorme fetiche por Natal. Sim, ouviste bem, e este episódio é a explicação mais completa que já dei sobre isso.


De onde vem o Meu fetiche de Natal?


Cresci muito católica, das que iam à missa das sete da manhã aos domingos por vontade própria, e sempre fui fascinada pela estética inteira que rodeia os ambientes eclesiásticos, as celebrações cristãs, e obviamente, o Natal: a opulência, o brilho, o glitter, as luzes que a Minha cidade exagerava todos os anos nas decorações. Montar a árvore de Natal era, literalmente, uma das Minhas tarefas de casa, em parte porque Eu nunca deixava mais ninguém fazer isso, risos. Amo o Natal. Não sei precisar exatamente quando este fetiche nasceu de forma consciente, mas sei que há poucas semanas finalmente realizei uma das Minhas fantasias mais antigas e mais peculiares: assumi o papel de "Mamãe Noel", um arquétipo de comando, com uma camada muito específica de cuidado e presença maternal, diferente de outras que costumo assumir em sessão.


O que é o ABDL?


Este episódio é também uma conversa séria sobre ABDL, Adult Baby/Diaper Lover, uma prática que costuma ser tratada com piada ou reduzida a estereótipo simplista, quando na realidade é bem mais complexa. Para muitos dos Meus babies, esta não é sobre erotismo direto, é sobre regressão, segurança, ternura e conforto. É um espaço onde a única coisa que importa, durante aquele tempo, é a entrega total, longe de qualquer responsabilidade do dia a dia, seja financeira, profissional, ou amorosa. Como qualquer outra dinâmica de poder dentro do BDSM, exige negociação clara, limites definidos e consentimento, não é diferente disso só porque parece, à primeira vista, mais lúdico ou infantil.


Como contar sobre um fetiche para quem amamos?


Termino sempre este tipo de episódio com um conselho que levo a sério, porque já vivi na pele: se tens um fetiche que tens medo de partilhar com a pessoa que amas, sei exatamente como é difícil abrir esse espaço, especialmente quando sentes que há risco de perder essa relação por causa disso. Nem todos os fetiches precisam necessariamente de ser comunicados a um parceiro, mas, a menos que cries essa abertura, estás também a negar à pessoa que amas (e que te ama) a oportunidade de te conhecer verdadeiramente, e de talvez explorar essa fantasia contigo, aprofundando a vossa conexão.


Já tive reações mistas quando partilhei o meu próprio fetiche de Natal com ex-parceiros, nem sempre as mais positivas, mas também nunca as mais negativas, e isso não foi, por si só, motivo para acabar uma relação. Mas mereces estar com alguém recetivo aos teus desejos, mesmo que essa pessoa não realize cada um deles. Se ainda não tens essa abertura em casa, ou não te sentes seguro para ter essa conversa, existe sempre a opção de explorar com uma profissional, num espaço criado exatamente para isso, sem colocar em risco a estabilidade da tua relação.


🎧 Ouve o episódio completo para perceberes como um fetiche aparentemente improvável pode tornar-se, também ele, uma identidade e um espaço de conforto genuíno.





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